Pensar faz bem.

Pensar faz bem.
Leitura, uma chave pra muitas portas.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

E para dar uma reforçada na nutrição do nosso blog, vejam duas paródias que incentivam o nosso aluno a fazer o ENEM. Ambas feitas para as turmas das escolas em que trabalho atualmente: Cornélio Diógenes e Raul Barbosa em Jaguaribe-CE. Espero que gostem.


Paródia: Esperando o ENEM/ J.Holanda (Esperando na janela/ Gilberto Gil)
06/10/2014
Ainda há tempo para se ligar
Firme pra chegar, junto com o ENEM
Vou ler a prova toda por inteiro,
É daquele jeito, que ela vem
Já li história, li romance e conto
Sempre procurando, entender bem
Na Geografia eu já dei um jeito
compreendi direito como estudar, ah
A melhor nota é o meu maior desejo
E não vejo a hora desta prova começar
Por isso eu vou agarrar ela, ai ai
Pode ser branca ou amarela, vai
A nota vai ser a mais bela, ai ai
No ENEM vou me assegurar...
Sei que é preciso o tempo controlar
Mas vou me cuidar, isso eu faço bem
Não tenho pressa de entregar primeiro
É pra ler direito o que a prova tem
Chegar bem cedo, não perder o ponto
Sempre me informando, só me faz bem
A redação não é de qualquer jeito
Tem que vê direito como argumentar, ah
A melhor nota é o meu maior desejo
E não vejo a hora desta prova começar


Paródia: O Vira vira do ENEM/ José Holanda (O vira vira/ Mamonas)
07/10/2014
Vamos galera fazer prova do ENEM
Devemos ir pra garantir nosso lugar,
Quem fica de bobeira vai voltar pra casa
Toda arrependida sem saber o que falar
Por isso aviso fiquem preparados
Seja animado, mas não deixe de estudar
Daí então vai ter um bom resultado
E vai ficar feliz quando o INEP divulgar
(Refrão)
Roda- roda vira, solta roda e vem
O Raul tá ligado na corrida pro ENEM
Roda-roda vira, solta a roda e vem
Neste clima de corrida, os professores ensinaram
E vamos passar no ENEM
Oh estudante, a corrida começou
Tu não imaginas quanta gente está correndo
Leve o conhecimento que você acumulou
Calcule o tempo pra não ficar se perdendo
Nâo esqueça de levar a inscrição,
Documento que tenha fotografia
Se alimente e chegue cedo no local
Faça tudo planejado e terá só alegria.
(Refrão)
Roda- roda vira, solta roda e vem
O Raul tá ligado na corrida pro ENEM
Roda-roda vira, solta a roda e vem
Neste clima de corrida, os professores ensinaram
E vamos passar no ENEM

sábado, 4 de outubro de 2014




Reflexões.

O que sabemos sobre nós mesmos é muito pouco diante da infinidade de situações que passamos durante o nosso estágio aqui na Terra. Imagine a pretensão de conhecer os outros, ou até chegar a dizermos que conhecemos alguém. Ledo engano. Esta máquina esquizóide que nos brindaram ao nascer, traz uma complicação imensurável, e a cada dia ela continua nos surpreendendo. Acredito que as pessoas mais curiosas, que interessam-se mais por entender ou de certa forma explicar atitudes humanas, estão mais próximas do sofrimento. Tirando da própria vivência, quantas vezes nós vemos pessoas incomodadas com o jeito de ser dos outros, com defeitos físicos, com o jeito de se expressar, e, ao mesmo tempo vemos pessoas super tranquilas, que não se incomodam com o jeito de ninguém. O que me "incomoda", neste sentido que digo, é a disparidade de modos de ser e se comportar de cada ser humano. Por que tantas diferenças, por que não temos um pouco mais de uniformidade. É certo e verdadeiro que as diferenças são importantes. Mas, por que tanta diferença? E o pior de tudo é que não MUDAMOS ninguém. Ás vezes, quando temos a impressão de ter mudado alguém, não foi isso que aconteceu, foi a pessoa que sofreu alguma influência, ou então ela decidiu experimentar um jeito diferente de ser. Continuamos ainda muito incapazes diante da estranha máquina sem manual que nos colocaram dentro da cabeça. Metaforicamente, vemos pessoas reclamando e sentindo falta de uma roupa, quando o seu guarda-roupas está abastecido, e em contra-partida, vemos outras super felizes achando ter tudo, quando percebemos que há muita necessidades na sua vida. Isto vem de onde? Certamete, desta engenhosa máquina CÉREBRO, que faz para uns a felicidade e para outros a eterna infelicidade.
04/10/2014

domingo, 23 de junho de 2013

Formação PBA



José Holanda

Formação  PBA (Programa Brasil Alfabetizado) na cidade de IBIARA-PB.


 Amanhã, fará uma semana que estive em Ibiara- PB com a colega professora Joana Machado para ministrarmos uma capacitação para um grupo de formandos do Programa Brasil Alfabetizado. Começamos nossa semana cedo, quer dizer, há uma semana estávamos planejando, pesquisando, elaborando atividades e estudando o passo a passo do trabalho. Então no dia 17 de Junho iniciamos na sala do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), com uma turma de 32 professores.

Joana Machado
No primeiro dia, como sempre, as expectativas estavam todas concentradas. Como seria a recepção? Como seria a interação e aceitação da turma? E foi acontecendo. Apresentamo-nos, anunciamos de forma sucinta a nossa metodologia e eles foram interagindo positivamente. De início introduzimos uma paródia que chamamos de “hino” e todos os dias ela era cantada por nós e pelos presentes. A paródia feita da música “É preciso saber viver” de Roberto Carlos, se transformou em: “Todos devem ler e escrever”. Abordamos a teoria da alfabetização proposta por Emília Ferreiro, sobre os níveis pré-silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético. Cada tema era contextualizado com uma atividade e entre os intervalos das leituras teóricas praticávamos alguma dinâmica para que o cansaço mental se dissipasse. Aos poucos íamos conhecendo mais e mais o grupo, e no terceiro dia já conhecíamos a maioria e o potencial de cada um deles. Procuramos enfatizar essencialmente o lado emocional que move a relação entre professores de EJA e os seus estudantes, fato que nos fez refletir como bem assimilado. Encerrado o dia, planejávamos mais umas duas horas e acertávamos o que seria trabalhado no dia seguinte. Assim as coisas foram fluindo e chegamos à sexta-feira, último dia da formação, com um grupo unido, interessado, interagindo sempre e mostrando satisfação com os trabalhos. Sentimo-nos gratos, conforme conversei com a colega Joana Machado e acreditamos ter dado nossa contribuição de forma prazerosa. A avaliação feita pelo grupo deixou transparecer que cumprimos bem o nosso objetivo. Considerei esta experiência enriquecedora, e espero ter a oportunidade de vivenciá-la novamente com este, ou outro tipo de trabalho similar e se possível sempre com estudantes “alunos”, professores interessados, tais quais os que encontramos nesta formação na cidade de Ibiara-PB.


23/06/2013

PARÓDIA: Todos devem ler e escrever/ Música É preciso saber viver de R. Carlos/ Autoria: José Holanda




quarta-feira, 22 de maio de 2013

APÓLOGO DO LÁPIS E A BORRACHA

       Na mesa de uma biblioteca, dentre outros instrumentos de estudo, havia um lápis e uma borracha que disputavam muito entre si, para saber quem era o mais eficiente. O lápis se gabava para a borracha: "Eu sou o melhor, faço desenhos perfeitos, redações impecáveis, tudo graças ao meu talento." "É, mas sou eu quem apaga seus erros e borrões, que aliás, não são poucos. Se não fosse por mim, o seu trabalho não teria sucesso algum. ""Cara colega borracha, a sua função é secundária e portanto poderá ser dispensada facilmente.""Então acha que não tenho importância? Veremos isso em um momento de necessidade." O lápis ficou pensativo imaginando se a borracha se negaria a corrigir suas falhas dali em diante; mas o que aconteceu foi algo diferente. Uma noite o dono da biblioteca precisou escrever um carta, o lápis ia fazendo o seu trabalho, dando forma a cada palavra, até que houve o primeiro erro e a borracha foi usada. Antes mesmo de ser conduzida ao local do erro, propositadamente apagou duas linhas inteiras. O lápis percebendo a artimanha da colega começou a espalhar falhas por todo o texto, fazendo com que a borracha trabalhasse mais. E assim seguiram por toda a noite até que o lápis de tanto ser apontado ficou minúsculo e a borracha de tão gasta, já não servia para apagar. O autor da carta não pensou duas vezes, e jogou aqueles dois objetos inúteis no lixo. Na tentativa de se autoafirmar o lápis e a borracha destruiram um ao outro, bem como seu orgulho e arrogância foram parar onde tinham de estar: na lata do lixo.

                                                                                                   Joice Holanda Dias

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

        O voto é a arma mais poderosa dentro do processo democrático. Mas será que a maioria está usando esta arma adequadamente? Porque quando se atira pra qualquer lado, ou seja, para o lado que te oferece mais, o atirador vitimará a si e a sociedade de um modo geral. Estamos vivendo uma campanha eleitoral como tantas outras, e sem fazer muito esforço percebemos que este momento tão importante na vida de um país democrático, tem se transformado cada vez mais num jogo macabro entre miseráveis pedintes e corruptos sanguessugas famintos de poder e do dinheiro público. Não há dúvida que a liberdade proclamada pela democracia é o bem maior deste tipo de sistema, mas também é certo que a liberdade sem consciência proporcionalmente supera em pontos negativos, o benefício de se ter liberdade. Imagine só uma criança com 5 anos ser liberada pelos pais ou responsáveis para atravessar ruas, cuidar da própria vida e fazer tudo que só é permitido a pessoas maiores de idade. Nem é preciso contar o que aconteceria a esta criança, não é? Sendo assim, a democracia e o direito universal do voto deveria ser repensado e necessariamente tornar-se uma matéria trabalhada em casa e nas escolas. O nosso país se encontra nesta situação lamentável, com uma das desigualdades sociais maiores do mundo, e taxas elevadas de miséria e analfabetismo em razão de tantos votos impensados e inconscientes que acontece em cada eleição. Para piorar, ainda temos uma grande quantidade de políticos corruptos, aprendizes e doutores em corrupção, que colaboram para que este quadro degradável continue e se possível se perpetue para o bem estar deles e de toda sua geração. Antes que uma revolução sangrenta aconteça ou esta guerra civil não declarada nas cidades grandes se oficialize, (assaltos, assassinatos, guerra do tráfico) é preciso que providencias sejam tomadas; e como estas providências não virão daqueles que estão regendo o poder, que parta dos professores, da categoria pensante, das pessoas bem intencionadas de verdade, porque neste país ainda existe gente de caráter. Ensinemos o povo, organizemos o povo, ensinemos eles a ler e a escrever, e o voto terá muito mais chance de ter qualidade, porque nenhum político corrupto terá oportunidade de se candidatar.

José Holanda 25/09/2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES

Dez Coisas que Levei anos para Aprender


Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

VAMOS FALAR DE LEITURA   
   Olá meus amigos, estou como sempre, demorando um pouco a postar alguma coisa, mas como diz o ditado: antes tarde do que nunca. Pois bem, eu tenho andado atarefado procurando descobrir estratégias que possam fazer com que os estudantes da escola em que trabalho se interessem mais pelos estudos e principalmente desenvolvam habilidades e gosto pela leitura. Esta tarefa pode ser considerada dificílima, mas nunca impossível. E conforme venho pesquisando, vez por outra leio um texto que me deixa fascinado; como exemplo vou postar este de Lia Luft, uma crônica excelente. Vou postando-a por enquanto para que os leitores vão apreciando e posteriormente trarei os trabalhos que venho arquitetando para o que foi dito anteriormente. 
    Um abraço a todos.


BRASILEIRO NÃO GOSTA DE LER? - Lia Luft -
A meninada precisa ser seduzida. Ler pode ser divertido e interessante, pode entusiasmar, distrair e dar prazer. Não é a primeira vez que falo nesse assunto, o da quantidade assustadora de analfabetos deste nosso Brasil. Não sei bem a cifra oficial, e não acredito muito em cifras oficiais. Primeiro, precisa ser esclarecida a questão do que é analfabetismo. E, para mim, alfabetizado não é quem assina o nome, talvez embaixo de um documento, mas quem assina um documento que conseguiu ler e... entender. A imensa maioria dos ditos meramente alfabetizados não está nessa lista, portanto são analfabetos – um dado melancólico para qualquer país civilizado. Nem sempre um povo leitor interessa a um governo (falo de algum país ficcional), pois quem lê é informado, e vai votar com relativa lucidez. Ler e escrever faz parte de ser gente.Sempre fui de muito ler, não por virtude, mas porque em nossa casa livro era um objeto cotidiano, como o pão e o leite. Lembro de minhas avós de livro na mão quando não estavam lidando na casa. Minha cama de menina e mocinha era embutida em prateleiras. Criança insone, meu conforto nas noites intermináveis era acender o abajur, estender a mão, e ali estavam os meus amigos. Algumas vezes acordei minha mãe esquecendo a hora e dando risadas com a boneca Emília, de Monteiro Lobato, meu ídolo em criança: fazia mil artes e todo mundo achava graça.E a escola não conseguiu estragar esse meu amor pelas histórias e pelas palavras. Digo isso com um pouco de ironia, mas sem nenhuma depreciação ao excelente colégio onde estudei, quando criança e adolescente, que muito me preparou para o mundo maior que eu conheceria saindo de minha cidadezinha aos 18 anos. Falo da impropriedade, que talvez exista até hoje (e que não era culpa das escolas, mas dos programas educacionais), de fazer adolescentes ler os clássicos brasileiros, os românticos, seja o que for, quando eles ainda nem têm o prazer da leitura. Qualquer menino ou menina se assusta ao ler Macedo, Alencar e outros: vai achar enfadonho, não vai entender, não vai se entusiasmar. Para mim esses programas cometem um pecado básico e fatal, afastando da leitura estudantes ainda imaturos.Como ler é um hábito raro entre nós, e a meninada chega ao colégio achando livro uma coisa quase esquisita, e leitura uma chatice, talvez ela precise ser seduzida: percebendo que ler pode ser divertido, interessante, pode entusiasmar, distrair, dar prazer. Eu sugiro crônicas, pois temos grandes cronistas no Brasil, a começar por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, além dos vivos como Verissimo e outros tantos. Além disso, cada um deve descobrir o que gosta de ler, e vai gostar, talvez, pela vida afora. Não é preciso que todos amem os clássicos nem apreciem romance ou poesia. Há quem goste de ler sobre esportes, explorações, viagens, astronáutica ou astronomia, história, artes, computação, seja o que for.O que é preciso é ler. Revista serve, jornal é ótimo, qualquer coisa que nos faça exercitar esse órgão tão esquecido: o cérebro. Lendo a gente aprende até sem sentir, cresce, fica mais poderoso e mais forte como indivíduo, mais integrado no mundo, mais curioso, mais ligado. Mas para isso é preciso, primeiro, alfabetizar-se, e não só lá pelo ensino médio, como ainda ocorre. Os primeiros anos são fundamentais não apenas por serem os primeiros, mas por construírem a base do que seremos, faremos e aprenderemos depois. Ali nasce a atitude em relação ao nosso lugar no mundo, escolhas pessoais e profissionais, pela vida afora. Por isso, esses primeiros anos, em que se aprende a ler e a escrever, deviam ser estimulantes, firmes, fortes e eficientes (não perversamente severos). Já se faz um grande trabalho de leitura em muitas escolas. Mas, naquelas em que com 9 ou 10 anos o aluno ainda não usa com naturalidade a língua materna, pouco se pode esperar. E não há como se queixar depois, com a eterna reclamação de que brasileiro não gosta de ler: essa porta nem lhe foi aberta.